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Estudo de Redes Sociais

Há uma música que diz:

I studied silence to learn the music

(artista: Nightwish, álbum Century Child, música “Dead To The World”)

E é nisso que me inspirei para escrever este post depois de uma conversa com um grande amigo (Lucas Picoli) enquanto fazia companhia para ele no ponto de ônibus.

É que há muita, mas MUITA literatura sobre redes sociais e mídias sociais por causa do alto uso de mídias sociais como o Orkut e Twitter aqui no Brasil (cerca de 6h20 segundo vídeo da Agência Click), com muito das coisas já “meio que” predefinidas “a rede social funciona assim”, “a rede social na internet é desse jeito” e pronto. Até dando uma procurada no Google, nenhuma grande referência (entenda-se por alguém que é bem conhecido) escreveu sobre isso – pelo menos até a produção do post. E dessa conversa, gostaria de compartilhar com vocês do que saiu dela…

…a conversa com este meu amigo me levou à algumas perguntas…

…Você já reparou que:

  1. Quando você conversa com uma pessoa, você não precisa necessariamente chamá-la pelo nome, ou apelido? Você simplesmente está lá na sua roda de amigos (ou não, de repente só um é seu amigo e os outros são desconhecidos) e solta alguma frase para começar uma conversa?
  2. Que apenas essas pessoas desta roda de amigos saberão o que foi conversado naquele dia e naquele local?
  3. De repente de uma conversa pode surgir um plano para interagir com outros que estão de fora daquela roda de amigos?

Essas perguntas foram levantadas quando eu e este meu amigo estávamos conversando sobre os anônimos.

Ser anônimo é simplesmente não ter nome. Quando nos referimos aos anônimos às vezes vamos um pouco além, dizendo que até a própria pessoa ou a personalidade dela não é conhecida. Com essa definição em mãos, vemos pelo “reparou que nº1″ não precisamos saber necessariamente o nome de uma pessoa para poder conversar, certo? É o que acontece nas mídias sociais. Por mais que tenha um “Caco” lá, quem garante que sou eu mesmo? Apenas a minha personalidade (histórico de postagens ou informações gravadas no site como o IP talvez?).

Continuando, assim podemos ter um bando de anônimos conversando entre si. Veja que o “reparou que nº2″ acontece direto na internet. Enquanto escrevo aqui, há outros 2.599.599 atualizando um blog (mesma fonte: Agência Click). A quantidade de conversas mesmo que sejam monólgos como o blog ou salas de bate-papo, fóruns, lista de e-mails, twitter, google wave ou seja lá o que for, apesar de estarem em um meio que se registra as mensagens, você não consegue e nem é capaz de absorver essa quantidade de informação. E de repente essa informação já pode ser totalmente obsoleta e não condizer com a personalidade atual da pessoa.

A informação pode estar na internet para a eternidade e a mostra para todos, mas será que ela tem algum valor?

Tentamos não passar muito dos “últimos 3 meses” para uma pesquisa de opinião/satisfação, pois muito mais que isso não reflete a real opinião sobre você ou da sua marca. Até dizem que “o tempo cura (…)”*.

Também tem vários artigos dizendo em “como camuflar a sua identidade na internet”. Veja que, por mais que você camufle, a sua personalidade é que vai estar lá, seja ela real ou uma criação sua – que nada mais passa de uma “exteriorização do verdadeiro eu”. No final das contas, você está mais exposto do que você imagina.

Mas não se preocupe, isso não é relevante para a grande maioria das pessoas. Não interessa a vida de uma pessoa que você não conhece, pois “Deus de a vida para cada um cuidar da sua”. E mais, se você esconde alguma coisa dos seus amigos ou coisa do tipo é porque você deve… e todos sabemos que “quem não deve, não teme”.

A preocupação sobre as nossas próprias informações é justamente o “reparou que nº3″, que é o que todos nós esperamos: que a informação se propague (4. você já reparou que às vezes nós esperamos que a pessoa saiba do que estamos falando?). Não queremos que fofoquem da nossa vida. Pois nossa vida é composta de muitas experiências… sejam elas engraçadas, tristes, notícias, fofocas, piadas, memes…

MEME o que é isso?

É basicamente uma unidade de evolução cultural (escrita, falada, melódica, capacidade física, valores) que pode alguma forma autopropagar-se, o que leva a uma outra característica: fácil de aprender (fonte: Wikipedia). Sabe o Mário? [Que Mário?] – isto é um exemplo de MEME. E podemos ver a evolução disso… Sabe o Mário? [Não... mas você deve conhecer o Cunha?!].

Na própria fonte que passei do Wikipedia sobre MEMES fala sobre como a transmissão é feita. Resumidamente, a transmissão só é feita quando é gerado um sentimento sobre aquilo. Assim como só conseguimos gravar uma coisa na nossa memória quando um sentimento muito forte está ligado a ele (tem coisas que a gente nunca esquece não é mesmo?). E dessa maneira, naturalmente passamos para frente em uma conversa. Como a internet é um meio extremamente rápido, às vezes o “passar para frente” de algo que nos chamou muita atenção adquire uma dimensão inimaginável (os chamados “virais”) e às vezes até acontece mutações no caminho (versões “funk carioca” de um vídeo, como por exemplo o do “Tapa na Pantera”, Ioiô filmes).

E assim, com nenhum termo novo ou algo semelhante, temos as “raízes” para fazer um “marketing viral” ou atuar nas mídias sociais.



Uma piada que surgiu da conversa foi “Você conhece o Anon?” e eu retruquei “Ah, non sei não!” (veja que é uma variação do “Você conhece o Mário?”)

“Tipo assim”, reparou que utilzei vários memes no post?

*ps. letra de muitas músicas… um MEME de vários autores e ao mesmo tempo de nenhum.

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  1. June 2nd, 2010 at 06:45 | #1

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by midias_sociais: Estudo de Redes Sociais http://bit.ly/bpFOXT

  1. February 8th, 2010 at 14:43 | #1
  2. February 8th, 2010 at 14:49 | #2